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Thelma & Louise

Por Lola Aronovich
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Thelma & Louise está completando vinte anos de vida, e por isso a Vanity Fair escreveu uma longa reportagem sobre o filme. Infelizmente só dá pra ler um pedacinho. Mas o que se pode ler é bem mais saboroso que o comentário do diretor Ridley Scott feito pro dvd em 97 (é, eu ouvi inteirinho!). Por exemplo, algumas atrizes que foram pensadas para o papel de Thelma ou Louise antes de Geena Davis (Thelma) e Susan Sarandon (Louise) fecharem: Holly Hunter, Frances McDormand, Jodie Foster (que, diante da demora, foi fazer Silêncio dos Inocentes), Michelle Pfeiffer, Meryl Streep, Goldie Hawn.

O papel do Brad Pitt foi originalmente conseguido pelo William Baldwin, só que ele desistiu pra fazer Cortina de Fogo. Levante a mão quem acha que Brad está muito mais bonito hoje que vinte anos atrás. No início, Ridley (Alien, Blade Runner, Gladiador) iria apenas produzir a obra da roteirista Callie Khouri, que é do Texas (e depois, ao ganhar o Oscar por este roteiro muito bem amarrado, disse ao público: “Vocês queriam um final feliz? Tá aqui o seu final feliz”. De fato, é tão raro roteiristas mulheres ganharem o Oscar — isso só ocorreu em 9% das vezes, e esse número inclui times de roteiristas, ou seja, homens e mulheres — que uma façanha dessas precisa ser comemorada). Leia Mais…

Malena

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Por Rodrigo Carreiro
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Se Giuseppe Tornatore conhecesse um pouco mais a cultura brasileira, poderia ter traído o fiel colaborado e mestre supremo das trilhas sonoras, Ennio Morricone. Do lado de cá do oceano Atlântico, existe uma música muito popular, que se encaixa perfeitamente no enredo proposto pelo cineasta italiano em “Malena” (Itália, 2000). Chama-se “Geni e o Zepelim”, e foi composta por Chico Buarque. Todo mundo conhece a cantoria: “Joga pedra na Geni…”. Troque o nome da garota por Maddalena e você saberá exatamente do que trata o filme de Tornatore, um exemplar clássico do longa-metragem adorado pelo público e torpedeado pela crítica.

A razão principal do massacre à obra de Giuseppe Tornatore é a repetição de certos temas já presentes no maior sucesso do cineasta, o melodrama de 1988 “Cinema Paradiso”. Mais uma vez, o diretor italiano celebra o passado idílico das cidadezinhas mediterrâneas européias e o amor pelo cinema, em uma história limpa e simples, narrada com afeto e uma dose extra – talvez excessiva – de nostalgia. Maddalena (Monica Belluci, em arrancada fulminante rumo ao título informal de mulher mais bela do planeta) não é a protagonista, mas é o centro do universo erguido por Tornatore na pequena cidade da Sicília onde, em 1941, se passa o longa-metragem. Leia Mais…